
Mapa do metrô de Londres
Desafio abraçado por vários
profissionais durante décadas foi a obsessão de colocar no bolso dos
passageiros o pedaço de papel mais auto-explicativo possível, capaz de ser
absolutamente claro mesmo quando consultado por pessoas dos mais diversos
tipos, na confusão de uma barulhenta plataforma de metrô. E justamente por esta
busca pela clareza e simplicidade, foi o primeiro mapa a abrir mão da realidade
geográfica e assumir uma linguagem esquemática, de diagrama.
O corajoso designer a propor esta
mudança radical em 1931, não era um designer. Era na verdade um engenheiro de
apenas 29 anos, que se inspirou em diagramas elétricos para fazer sua versão do
mapa do Metrô nas horas vagas. Seu nome: Harry Beck, hoje considerado um
designer clássico.
Depois dele, o mapa passou a ser
esmiuçado em um nível de detalhe absurdo, onde são testados bolinhas x
quadradinhos, linhas retas x linhas anguladas, proporções de linhas periféricas
x linhas centrais, etc. Tudo, sempre com a intenção de deixar o mapa o mais
intuitivo possível.
A mesma linguagem foi adotada por
diversos metrôs em todo o mundo e um novo universo se abriu para a linguagem
visual, inaugurando uma poderosa ferramenta de aprendizado.
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