Definir urbanismo como um estudo da cidade,
seria como responder a uma enquete que te questiona a respeito da atuação do
prefeito na cidade em boa, regular ou ruim.
Urbanismo envolve uma abordagem sobre
conhecimento de uma forma ampla, um estudo da realidade do espaço urbano e
regional, as transformações que ocorrem na cidade, permanentes ou não, e quando
digo transformações nestas se incluem desde um papel jogado no chão até a
implosão de um prédio.
Um estudo que requer uma aguçada observação,
indo muito além de estabelecer uma delimitação territorial, aliás, limite não
combina muito com urbanismo. É um estudo continuo de pessoas, cotidianos,
formas, informalidades, formalidades, dimensionamentos, diversidades,
paisagens, trânsitos, relações sociais, econômicas e políticas. Inclui a
influencia do “eu” no meio do “todo”, o morar, o trabalhar, o conviver e o
viver na cidade.
Como surge a cidade? Quais suas características
particulares? A Inglaterra, por exemplo, colonizou vários países, então porque
Londres é tão diferente dos EUA? O passado, o presente e o futuro, a história,
as expectativas, o desenvolvimento da cidade, as pessoas, a cultura, são
fatores que criam uma identidade local. É esse conjunto de questões que
procuramos observar, analisar e entender através de pesquisas e estudos sobre a
cidade, no caso a cidade de Londres.
Das guerras às atrações turísticas, da
Revolução Industrial às estações de metrô, da Família Real aos cortiços, de
onde tudo começou até o feed de notícias atuais. Londres, não de todos os
ângulos, mas de um jeito particular de descrevê-la.